segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Irlanda é o país europeu que aceita menos refugiados

A-24: A vantagem de ser uma ilha e estar a léguas de distância do mediterrâneo. Sorte a deles.

Via New Observer 
O Eire ou República da Irlanda é o país europeu que aceita menos refugiados. Pelo menos noventa por cento dos alógenos que lá aparecem com a reivindicação de asilo é rejeitado, de acordo com a agência estatística da União Europeia (UE), Eurostat. Dos 1552 pedidos de asilo ao Escritório do Comissariado de Aplicações de Refugiados (ORAC, na sigla em Inglês) apresentados em 2015, só 9.8% tiveram permissão para permanecer em território irlandês. A população da verde Erin está em quatro milhões e meio de pessoas, mais coisa menos coisa e recebeu apenas 2780 refugiados; a Dinamarca, com pouco mais gente - 5,4 milhões - aceitou vinte e um mil refugiados; a Noruega, com cerca de cinco milhões de cidadãos, deixou entrar vinte e oito mil refugiados. De notar que o governo irlandês prometeu receber quatro mil refugiados como parte do programa da UE de recolocação de refugiados mas até agora só deixou entrar trinta e oito desse número.

O governo irlandês tem dificultado a chegada de alógenos ao país; o Departamento de Justiça está a fechar possibilidades de apelo da parte de refugiados, impedindo-os de procurar apoio judicial quando a entrada lhes é recusada. Por isso, os alegados refugiados evitam a Irlanda desde que as medidas anti-imigração começaram a ser introduzidas depois de o país receber em 2002 cerca de doze mil buscadores de asilo, o maior número de imigrantes que este Estado alguma vez recebeu.
No ano passado, o governo deportou três mil e quinhentos alógenos e espera aumentar o número para quatro mil este ano, duplicando assim o número de deportações de 2012.
Um jornal irlandês explica qual o resultado disto: «politicamente, o governo irlandês é um dos poucos da Europa que não está a enfrentar o mesmo tipo de revolta eleitoral que viu a Grã-Bretanha a votar a sua saída da UE e a América a eleger Donald Trump com a sua promessa de deportações em massa.»

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