segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ideologia da Ditadura e do Assassinato

Via O Diabo 

Noruega, Austrália, Suíça, Dinamarca e Holanda são, por ordem, os cinco países mais desenvolvidos do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas. Espanha vem em vigésimo sexto lugar, um lugar que Portugal já ocupou antes dos governos de Sócrates e Passos Coelho: o nosso País vem agora na miserável posição quadragésima terceira, atrás de países como Arábia Saudita, Polónia, Malta, Chipre, Estónia ou Qatar, que partiram muito atrasados face a nós, e Cuba vem em sexagésimo sétimo. 

Dos cinco primeiros do Mundo, quatro são monarquias, sendo a Suíça a única não monárquica; mas, não sendo uma verdadeira república, não tem um chefe de Estado republicano convencional, é governada por um conselho federal de sete membros, saídos dos cantões, e cuja estrutura é descendente directa das estruturas colegiais de governo saídas do Império Sacro Germânico em 1291. O “presidente” da Suíça é rotativo dentro do conselho federal.
O Bloco de Esquerda votou no Parlamento português um voto de pesar pelo tirano e assassino Fidel Castro. Os argumentos são variados, ele é o sistema de saúde, ele é a educação, ele é o bem-estar, mas recusou-se a levantar o traseiro das cadeiras quando o Chefe de Estado de Castela, entre outras nações de Espanha, se dirigiu ao Parlamento português a convite do mesmo Parlamento e do Presidente da república. Se compararmos o índice de desenvolvimento humano, o argumento do bem-estar é falacioso, mas o problema não é esse, é o da cortesia devida a um convidado que é de facto o Chefe de Estado de uma democracia desenvolvida.
É uma falta de respeito pelos povos das Espanhas, ainda que sob o domínio centralista de Castela, que são governadas por um Rei, escolha dos súbditos, através de uma constituição votada em cortes, para governar. Mesmo no absurdo do tempo de guerra entre Portugal e Castela, os generais e governantes se cumprimentavam no campo de batalha, mesmo em tempo de guerra se escreviam cartas amistosas entre reis e parentes, quando preocupações de saúde afectavam os governantes vizinhos. Mesmo em tempos de guerra napoleónica, particularmente feroz, os generais em confronto se escreviam, e até chegaram a enviar médicos pessoais para tratar oficiais inimigos. No entanto, as restantes nações de Espanha não são agora nossas inimigas, nem esse argumento faz sentido hoje.
Não se levantar o traseiro da cadeira para cumprimentar um Chefe de Estado é de uma arrogância ideológica miserável, de uma falta de educação peregrina, e denota o ódio visceral, dir-se-ia criminoso, que as esquerdas têm a quem não é da sua cor, é um acto de racismo ideológico; não importa democracia ou ditadura, apenas importa a ideologia ser semelhante. Ter pesar por assassinos e criminosos, como Fidel, está bem, seria recebido de braços abertos e vivas se tivesse vindo ao Parlamento; mas o supremo governante de Espanha, quarenta lugares acima de Cuba no índice de desenvolvimento humano, não merece uma “alevantadura” da cadeira.
Donde se conclui que para o Bloco de Esquerda uma Noruega, Dinamarca, uma Austrália ou uma Holanda não serão os modelos, mas Cuba é o grande exemplo a seguir, para baixo! Viva a revolução cubana cujo modelo social de sessenta anos nos fará descer até ao lugar 70 do índice de desenvolvimento humano!

1 comentário:

Bilder disse...

A Noruega no entanto é modelo(para a esquerda e afins)no aspecto social-cultural,para entender o que estou a querer dizer click/copy-past http://dissidente-antiliberal.blogspot.pt/2016/09/harald-v-da-noruega-e-o-globlamismo.html