terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Os Trunfos de Trump: Nacionalismo e Anti-Intelectualismo

Via História Maximus

«É que a força de Trump não está em comunicar por Twitter, nem no modo desabrido de neutralizar os seus rivais republicanos, nem na sua oratória para "americanos zangados com as elites liberais". Tudo isso contou e conta, sem dúvida, mas o mais importante foi e é ter percebido a força de um valor que as elites esclarecidas das duas margens do Atlântico arrogantemente criminalizaram e deram como morto - a nação, o Estado Nacional, a identidade nacional.» - Jaime Nogueira Pinto, O Trunfo de Trump

Em abono da verdade, este artigo de Jaime Nogueira Pinto não é explicitamente pró-Trump, mas penso que anda lá perto, o que leva a que a sua leitura se transforme em algo quiçá scrumdiliumcious[1], tendo em conta o miserável panorama geral da imprensa portuguesa, que qual lügenpresse, parece que anda a competir pelo International Trump Derangement Syndrome Award[2]. Vale a pena perguntar que tipo de "jornalismo" é este que temos em Portugal, que atacou durante meses a fio e de uma forma cega o candidato presidencial republicano, posteriormente passou para o ataque contra o Presidente eleito e agora ataca o Presidente dos Estados Unidos selvaticamente, isto porque o homem se "atreveu" (vejam bem o despautério!...) apenas a cumprir o que prometeu na campanha. Nada mais.

A meu ver, Jaime Nogueira Pinto tem toda a razão quando afirma que o trunfo de Trump é o de "ter percebido a força de um valor que as elites esclarecidas das duas margens do Atlântico arrogantemente criminalizaram e deram como morto - a nação, o Estado Nacional, a identidade nacional." Mas há outro trunfo sem o qual Trump não teria chegado onde chegou e que tem sido sempre uma característica de quase todos os partidos, movimentos, ideologias e políticos da direita dita "radical" - o anti-intelectualismo.

Ao contrário da esquerda que adora perder tempo em longas diatribes ideológicas que para além de inúteis, são entediantes (quantos comunistas já tiveram a paciência de ler integralmente o Das Kapital?...), a direita nacionalista sempre foi largamente hostil às elites intelectuais, especialmente as "bem pensantes" e percebe-se facilmente o porquê. A tal"linguagem directa, às vezes brutal" de que Trump faz uso corrente, é uma evidência deste seu anti-intelectualismo que tem raízes nos movimentos nacionalistas das décadas de 1920-1930 e que foi recentemente reciclado pela Alt-Right.

Isto não quer dizer, obviamente, que o Nacionalismo como fenómeno político-ideológicoorganizado, seja avesso a intelectuais. Bem pelo contrário, a direita nacionalista está ela própria repleta de intelectuais (veja-se o caso de Steve Bannon, que até é considerado por alguns como sendo um "filósofo da Alt-Right"). Há é uma rejeição do intelectualismo "bem pensante" e politicamente correcto. Se tivermos em conta que a maior parte da actual elite reinante do Ocidente é adepta do cosmopolitismo demo-liberal e muito pior, então percebe-se porque é que os nacionalistas, mesmo que não o declarem oficialmente, estão em guerra aberta contra os intelectuais. Eu próprio já disse e escrevi inúmeras vezes que se os nacionalistas quiserem vencer a guerra em curso contra as forças sinistras do Internacionalismo, uma das primeiras coisas que têm de fazer, um dos primeiros alvos que têm de abater, é a corja intelectual que está hoje instalada na esmagadora maioria das universidades ocidentais. No caso de Portugal, estes vermes só tomaram verdadeiramente de assalto o ensino superior após a "Revolução" dos Cravos com aroma a Rothschild em 1974, e andam a parasitar à custa do contribuinte até hoje, envenenando pelo caminho o cérebro da juventude com lixo ideológico que não interessa nem ao próprio Diabo.

A arrogância petulante desta gente, desta elite intelectual reinante que sequestrou as nossas pátrias, fica patente não apenas na forma como tratam hoje o Presidente Trump, mas na forma como desprezam em absoluto a vontade do povo. A título de exemplo, veja-se o facto de as sondagens mais recentes confirmarem como os Europeus estão fartos[3] de toda a "diversidade vibrante" trazida pela imigração, e quererem um fim imediato da entrada de imigrantes islâmicos na Europa. Eu próprio também já há muito tempo que digo que deve de ser totalmente travada a entrada de imigrantes ou refugiados oriundos de África e do Médio Oriente, sob pena de dentro de algumas décadas a Europa já não se reconhecer a si própria. No entanto, a elite cosmopolita reinante quer lá saber destes dadospara alguma coisa? Jamais! A elite reinante despreza em absoluto a vontade do povo e pior do que isso, anda a empreender uma campanha surreal de lavagem cerebral da população, por via dos media ao serviço do "sistema", de forma a tentar manter o controlo da população por via do controlo mental da mesma.

O problema para a elite reinante, é que a realidade do que esta anda a promover está a tornar-se demasiado evidente. O tal "multiculturalismo" que as elites "bem pensantes" apregoaram durante décadas, como sendo a melhor coisa do Universo, afinal de contas, transformou-se num autêntico pesadelo que está apenas a começar... Sim, porque deixem só as massas de alógenos oriundas do Mundo afro-islâmico e que hoje se concentram nos bairros periféricos das grandes cidades crescer mais um pouco, e ides todos ver a guerra civil que vamos ter nas nossas próprias ruas. Aliás, a Europa e o Ocidente já se podemconsiderar com estando neste preciso momento envolvidos numa guerra de guerrilha de baixa intensidade. Ainda recentemente, «em Juvisy, nos arredores de Paris, um bando armado com paus e sabres tomou conta de um bairro numa noite de sábado para domingo, em Janeiro deste ano. O que então ali se viveu foi definido pelas autoridades como “guerrilha urbana”.» Estes episódios de "guerrilha urbana", apimentados por um ataque terrorista em larga escala aqui e acolá, são apenas os primeiros sinais da muito provável guerra civilétnico-religiosa em que a Europa Ocidental vai cair dentro de alguns anos, no máximo, duas a três décadas. Se a desgraça acontecer e oxalá que as forças nacionalistas ainda consigam travar a loucura a tempo, mas se acontecer o pior e a Europa acabar mesmo por resvalar para a guerra civil total, ao estilo do que aconteceu na ex-Jugoslávia, depois só não digam que os nacionalistas não avisaram sobre o que estava para vir e alertaram muito a tempo (desde pelo menos a década de 1960!...) para as consequências catastróficas das tais«políticas de "acolhimento", "integração", "respeito pelas minorias", "liberdade religiosa", "tolerância", "inclusão"», entre muitas outras patranhas típicas da turba "bem pensante". Como ainda recentemente escreveu e muito bem Humberto Nuno Oliveira: «Nós [os nacionalistas] avisámos desde cedo e sobre nós choveram anátemas, agora que os ovos da serpente eclodiram, oxalá estejamos a tempo de expurgar o que está no meio de nós...»

O que muita gente não entende e não entende porque não sabe a verdade sobre o que se está realmente a passar hoje no Ocidente, é que o objectivo da "elite" que promove as actuais políticas suicidárias de imigração em massa, é exactamente este - criar uma guerra civil - de forma a enfraquecer e por fim, destruir as identidades nacionais europeias, abrindo em consequência disto o caminho para uma Federação Europeia e posteriormente, para um governo mundial, que a ser erguido, vos posso garantir que será sempre totalitário e muito pior do que George Orwell conseguiu imaginar na distopia 1984.

A imigração em massa é uma arma de conquista que está a ser utilizada contra nós por parte da elite reinante. Donald Trump percebeu isto muito bem e é essencial que todos compreendam o mesmo, pois assim passam a perceber na perfeição o porquê das elites cosmopolitas odiarem tanto qualquer político que deseje proteger as fronteiras do seu País e travar os fluxos migratórios destruidores que são oriundos do Mundo afro-islâmico.

Por outro lado, se tiverem em conta como os Estados Unidos têm sido em todas as frentes a ponta de lança da Nova Ordem Mundial desde o fim da Segunda Grande Guerra, podem assim perceber como é que a elite reinante ficou completamente atordoada com a vitória de Donald Trump, que até o próprio Julian Assange descrevia como sendo alguém que o"sistema" nunca permitira que vencesse. Mas venceu. O "sistema", por mais que tenha tentado de todas as formas e mais algumas, não o conseguiu travar, nem derrubar. Trump está na Casa Branca e mesmo que venha a ser um flop em tudo o resto, só o facto de Trump ter resgatado o Nacionalismo de volta ao mainstream e dado assim uma valente bofetada nas elites reinantes deste Ocidente em crise civilizacional aguda, só por isso já valeu bem a pena a sua magnífica vitória e todos os nacionalistas, de todas as cores e tendências, devem-lhe estar gratos por isso.

Não sei como é que tudo isto agora vai acabar, mas sei garantidamente que um dia, quando alguém se der ao trabalho de escrever sobre o renascimento nacionalista que ocorreu no início do século XXI, para o bem ou para o mal, Donald Trump terá nessa obra um lugar garantido.

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Notas:
[1] Se não souberem o significado da palavra scrumdiliumcious, para a qual não existe tradução literal na língua portuguesa, leiam a obra Charlie And The Chocolate Factory, de Roald Dahl e prometo-vos que ficam a saber.
[2] Não existe ainda o prémio, mas podem ter a certeza de que o Trump Derangement Syndrome (TDS) é coisa séria, muito séria mesmo...
[3] "Fartos" é dizer pouco...

João José Horta Nobre
10 de Janeiro de 2017

3 comentários:

Rick disse...

video de um cidadão sueco(e não é alto e louro) sobre a realidade na Suécia do último ano (e não apenas sobre uma noite) https://www.youtube.com/watch?v=y1_viPSD-bY

A-24 disse...

A Suécia está na ordem do dia mas para a acéfala media tuga, como é o caso do Público, sobre a suécia publicaram isto hoje:
https://www.publico.pt/2017/02/21/mundo/noticia/o-twitter-enchese-de-satiras-as-declaracoes-de-trump-sobre-a-suecia-1762758

João José Horta Nobre disse...

Meu caro A-24, muito obrigado pela divulgação!

Abraço amigo,
João Nobre