quinta-feira, 16 de março de 2017

A Vitória Pírrica de Mark Rutte


Confesso que não consigo entender a extrema alegria dos media ao serviço do "sistema",que já falam em afastamento do "perigo Wilders", quando na realidade, o tal "perigo Wilders" - o perigo do "pavorso faxismo" - não só acabou de consolidar a sua força política na Holanda, como ainda conseguiu aumentar o número de deputados no parlamento e passar a ser a segunda força política da Holanda.

É óbvio que Geert Wilders não teve o resultado eleitoral que eu gostaria que ele tivessetido, isto é, não conseguiu votos suficientes para tomar o poder, mas também é verdade que ninguém minimamente honesto do ponto de vista intelectual, pode dizer que Wilders perdeu as eleições. Não se pode considerar que um partido político que foi fundado há apenas onze anos e que acabou de se transformar na segunda força política da Holanda, seja um partido derrotado.

O que se passa, no fundo, é que depois de terem passado o último ano a serem literalmente humilhados por forças políticas nacionalistas uma e outra vez, os jornalixeiros mentirosos da nossa praça, querem a desforra e por isso decidiram transformar a patética Vitória de Pirro de Mark Rutte, em algo que ela simplesmente não é. Não foi Wilders que perdeu as eleições de ontem, foi o "sistema" que mais uma vez perdeu e sabe que perdeu. Sim, o sabujo liberal-internacionalista, Mark Rutte, poderá ainda ficar no poder durante mais algum tempo, mas os ódios inter-étnicos e inter-religiosos entre muçulmanos e não muçulmanos, irão seguramente continuar a subir de tom na Holanda, na justa proporção do aumento da população islâmica. As elites cosmopolitas até podem manipular sondagens e distorcer a verdade sobre resultados eleitorais, mas a singularidade islâmica é algo que elas nunca poderão distorcer ou alterar.
A realidade é o que é e é na realidade pura e dura que eu sempre baseei todas as minhas análises. A meu ver, a realidade actual determina que das duas uma: ou a Europa assiste à tomada de poder por parte de partidos nacionalistas que fazem o que tem de ser feito e resolvem o problema islâmico/alógeno de uma vez por todas, ou mais tarde ou mais cedo, teremos a Europa Ocidental totalmente balcanizada e transformada numa gigantesca Somália em permanente guerra civil. Volto a insistir - a realidade não engana e a singularidade islâmica não falha. Na Europa, com Wilders ou sem Wilders, com Le Pen ou sem Le Pen, o caminho para a guerra civil étnico-religiosa está já praticamente garantido e eu até aposto que os russos já têm traçados os planos para o fornecimento de armas e munições aos grupos que eventualmente lhes irão interessar, quando o conflito estalar de vez. Na Europa ou vencem os nacionalistas, ou vencerá o Islão. Não existe outro desfechopossível para isto.

João José Horta Nobre
16 de Março de 2016

1 comentário:

João José Horta Nobre disse...

Obrigado pela divulgação.

Cumpts ;)