quarta-feira, 1 de março de 2017

Retrato genérico da activista social portuguesa

 Vítor Cunha in Blasfémias




Nasceu entre 1960 e 1980, fez topless no fim dos anos 80 e início dos 90, agora já não faz (excepto nas Baleares ou no Meco, onde conserva a parte de baixo do biquini para resguardar a ferramenta de ascensão social), e considera o véu islâmico uma marca de identificação cultural. Regra geral não tem filhos porque se sentiu sempre jovem, tão possuidora do mundo e do futuro, que a menopausa a apanhou ou apanhará de surpresa. Pode alegar que o príncipe encantado nunca apareceu — porque não há muitos homens com disponibilidade prévia para o papel de corno — e, por isso, considera abrir uma conta no Tinder ou semelhante. Claro que vai tendo relações mais ou menos íntimas com pessoas que podem avançar a sua carreira ou que apresentem fluidez sexual suficiente para experimentalismo multidisciplinar que faça corar um padre. Aliás, tudo que a motiva é fazer corar o padre e a família tradicional, como adolescente cheia de acne que nunca cresceu. Renega a sua herança cultural e, ao abrigo de uma vaga noção de defesa dos desfavorecidos, enaltece tudo que seja selvajaria. Conhece alguns pedófilos, mas não os julga se pertencem ao clube certo (ou seja, todos os que não são padres). Considera a própria pedofilia como algo que tem conotação demasiado negativa e adora contar histórias chocantes ao seu círculo de amigos, amigos estes que só o são na expectativa de caírem nas boas graças desta trepadora. Caso encontre um imbecil a que possa chamar de Napoleão começa imediatamente a imaginar-se como uma Josefina dotada de dons profanos. Com 85% de probabilidade, vive em Lisboa e imiscui-se o mais possível na Corte. Tem gostos caros, adora fazer-se de vítima e consegue diagnosticar fobias ainda por catalogar a qualquer um que a contrarie. Tende a desvalorizar argumentações certeiras com risos de hiena. Actua em manada e sabe tornar pessoas inteligentes e ambiciosas em fieis aduladoras. Em alguns casos mais raros até é do sexo masculino e, em casos residuais, até é heterossexual.

2 comentários:

Rick disse...

Parece-me que o perfil exposto é similar ao perfil de algumas "empossadas" de deputadas no parlamento demo-liberal da terceira República.

A-24 disse...

Sem dúvida. lembrei-me logo da Isabel Moreira.