sexta-feira, 14 de abril de 2017

Prefiro a mãe de todas as bombas, a uma bomba que mate todas as nossas mães"

Francisco Rodrigues dos Santos, via facebook

"Eu escolho falar claro: prefiro a mãe de todas as bombas, a uma bomba que mate todas as nossas Mães. A hemorragia provocada pela ferida do terrorismo é um caso de urgência militar, a ser estancada, nomeadamente, por uma aliança internacional de segurança credível que não tenha pruridos em sair do quartel.
O dilema moral que recai sobre as operações bélicas, também pode decidir-se com recurso à teoria da prevalência dos valores ocidentais, que em vez de nos capturarem na frigidez da inacção nos mandate a agir. A segurança dos povos e das nações, colocadas a salvo da maior ameaça contemporânea, ainda é um deles, convém lembrar.
Continuar a afirmar o ideal da paz quando estamos com a guerra à porta ou à porta da guerra; a proclamar o amor com os olhos rasos de água; a fintar o medo enquanto as pernas tremem de pânico; e a celebrar a vida quando os que amamos repousam mudos e frios com sete palmos de terra em cima não é resistir ao inimigo. Trata-se de desistir de o combater. Não se pode usar o elogio da filosofia para dialogar com quem configura a morte vil e traiçoeira como linguagem."

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