quinta-feira, 11 de maio de 2017

A religião em Portugal

Notícias ao minuto 
Conduzido pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião e pelo Centro de Estudos de Religião e Culturas da Universidade Católica Portuguesa, o estudo "Identidades religiosas em Portugal, representações, valores e práticas" foi patrocinado pela Conferencia Episcopal Portuguesa e baseia-se num inquérito a cerca de quatro mil pessoas com pelo menos 15 anos.

O estudo que aponta para esta realidade numérica dos católicos é de 2012, mas segundo disse à Lusa o seu autor, o sociólogo Alfredo Teixeira, mantém-se atual.
Ao pretender perceber como é que os portugueses se situam perante o fenómeno religioso, este trabalho revelou que de 1999 a 2011 os católicos diminuíram 7,4 pontos percentuais passando de 86,9% da população para 79,5%.
Ao contrário da tendência de diminuição de católicos, o número de pessoas com uma religião diferente da católica aumentou três pontos percentuais (2,7% em 1999 para 5,7% em 2011), assim como cresceu o número de pessoas sem qualquer religião (de 8,2% para 13,2%), um aumento que se sentiu em todas as categorias: os indiferentes passaram de 1,7% para 3,2%, os agnósticos de 1,7% para 2,2% e os ateus de 2,7% para 4,1%.
O inquérito mostra um aumento de protestantes/evangélicos que passaram de 0,3% para 2,8% e das testemunhas de Jeová que em 1999 representavam um por cento e agora são 1,5%.
Entre os não crentes, o estudo procurou saber as razões, tendo encontrado três tópicos: autonomia, convicção e desinteresse.
A autonomia face às religiões é o traço mais saliente juntando os que sublinham como "não concordo com a doutrina de nenhuma igreja ou religião" (32,7% dos casos), "não concordo com as regras morais das igrejas e religiões" (22,2%), e "prefere ser independente face às normais e práticas de uma religião" (21,1%).
Os investigadores descobriram ainda que os não crentes e crentes são maioritariamente mais novos, enquanto os católicos estão distribuídos por todos os escalões etários, mas cada vez mais envelhecidos.
O mesmo estudo revela que a maioria das testemunhas Jeová, protestantes e não crentes vivia na zona de Lisboa e vale do Tejo.
Mais de metade (55,2%) da população não crente portuguesa vive em Lisboa e Vale do Tejo, zona ocupada por 62,2% dos protestantes (incluindo evangélicos).
No norte do país estão concentrados 43,6% dos católicos. O estudo aponta ainda que 80% dos católicos vivem em zonas rurais, 66% em zonas urbanas, enquanto as outras religiões se concentram em zonas urbanas.

Perante estes dados, a Conferencia Episcopal Portuguesa reagiu, na altura, indicando que a perda de católicos "é uma desafio para a Igreja" sublinhando contudo que o essencial é a qualidade e não a quantidade.

4 comentários:

Afonso de Portugal disse...

Não é que eu tenha pena dos católicos, o catlocismo teve um efeito extremamente castrador na minha juventude e não lhe desejo grande saúde. Mas o grande problema é que, associado ao declínio do catolicismo, parece ter havido um declínio do carácter e da verticalidade de toda a sociedade portuguesa...

Rick disse...

O Ocidente (e Portugal de forma particular em certas ocasiões) perdeu a chance de "reformar" a religião(pois gostemos ou não as massas precisam de algo espiritual/psicológico/emocional que as conduza)prevenindo a decadência de uma igreja perdida e causa de perdição.

A-24 disse...

Sem dúvida Afonso. Nãoa credito que o Ocidente tenha algum futuro, se não tiver uma base espiritual que o faça ultrapassar os desafios.
É por a Europa ter perdido os seus princípios cristãos, que viu-se inundada de marxistas-culturais, mundialistas, imigração selvagem e todos os seus neastos efeitos, que irá conduzir sem dúvida ao seu desaparecimento,se nada for feito. Se a Europa continuasse cristã e anti-mundialista/globalista/imigracionista, teria sem dúvida um futuro mais risonho pela frente.

A-24 disse...

Bilder, ainda estamos a pagar a "reforma" do Cristianismo. Duvido muito que algum dia seja possível recuperar o que se perdeu, sobretudo no último século, basta olhar para os mais jovens - um rebanho de consumistas, niilistas, individualistas e ingnorantes. Nenhum destes adjectivos é cristão.