segunda-feira, 1 de maio de 2017

Fátima e o comunismo

 André A. Amaral in O Insurgente





Aproximam-se as comemorações do centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima. Não sou um grande entusiasta de Fátima, talvez até pela comoção agitada que se associa ao local. Mas o que ali sucedeu em 1917 foi impressionante se tivermos em conta o que, nesse mesmo ano, se passaria na outra ponta do continente.
Porque Fátima está intimamente ligada à Rússia e ao comunismo. Fátima é o anúncio do fim de uma ideologia totalitária no momento em que ela toma forma. A sua mensagem serviu de foco, iluminou o espírito e deu forças a inúmeras pessoas que, querendo ser livres e viver em dignidade, tiveram de lutar contra o comunismo.
Em Portugal, durante o PREC. Ninguém instala uma ditadura comunista num país em que 10 por cento da sua população se reúnem num santuário católico situado bem no seu centro. Em Roma, onde João Paulo ii pegou na mensagem e a usou para inspirar os seus compatriotas polacos na luta contra a tirania.
A mensagem de Fátima não continha qualquer fórmula para combater o comunismo. A sua força advinha da certeza na vitória que era o fim da ditadura e a possibilidade de se poder viver num mundo melhor e mais justo. Cem anos passados, aquela ideologia terminou. Existem ainda resquícios, é certo, mas são pequenos grupos políticos incapazes de reconhecer o erro e os danos daí decorrentes.
Os desafios de hoje são outros. Mas, tal como no passado, sabemos que mantendo a esperança e acreditando nos valores que nos devem reger, a liberdade virá sempre ao de cima.

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