quarta-feira, 14 de junho de 2017

O mito do “milagre econômico de esquerda” em Portugal

Inst. Ludvig Von Mises Brasil 
"No dia 26 de novembro de 2015, António Luís Santos da Costa, do Partido Socialista, se tornou o novo primeiro-ministro. Desde então, ele se tornou o novo — e único — bibelô das esquerdas mundiais, que não se cansam de repetir que a atual coalizão de esquerda que governa Portugal está obtendo resultados espetaculares em termos de crescimento econômico, criação de emprego e redução do déficit fiscal após haver abandonado a insuportável austeridade imposta pela Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI).
Qual o problema com esta narrativa? Simples: ela é completamente mentirosa. O atual governo de esquerda de Portugal não só não abandonou as políticas de austeridade, como ainda as aprofundou em alguns aspectos.

Em definitivo, o governo português "de esquerda" simplesmente manteve e, em alguns casos, até mesmo aprofundou em 2016 a austeridade de seu antecessor Pedro Passos Coelho.
Por que então este governo está sendo louvado pela esquerda como "anti-austeridade"? Majoritariamente, por causa da retórica.
Definitivamente, Portugal não é nenhum exemplo de políticas anti-austeridade e de rebeldia à Troika.
Que a esquerda esteja recorrendo a Portugal como exemplo prático de sua agenda econômica é um grande mistério.
É claro que o atual governo pode realmente vir a adotar, no futuro, uma agenda econômica realmente de esquerda, passando a aumentar os gastos e o intervencionismo. Isso é algo impossível de prever. Porém, até agora, isso não foi feito.
O que é certo é que, até o momento, utilizar Portugal de 2016 como exemplo de êxito de políticas anti-austeridade e expansionistas de esquerda é uma grande burla intelectual."

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