sábado, 10 de junho de 2017

O rescaldo das eleições britânicas pelo inefável Paulo Milheiro da Costa

Paulo M. Costa 


"Tal como nos EUA com Bernie Sanders, eleitores muito jovens que votam pela primeira vez apoiam em número elevado Jeremy Corbyn no Reino Unido.
Jovens votando em velhos socialistas. Sugiro que os sistemas de ensino, em ambos os países, sejam responsáveis por isso."


"De facto, os dois partidos de poder tradicionais no RU voltaram a dominar o cenário parlamentar, com 83% dos votos entre eles. O UKIP desapareceu e os nacionalistas escoceses perderam muito terreno. O problema é que nem o os Tories nem o Labour têm a maioria absoluta e montar uma geringonça aliando-se a pequenos partidos parece muito difícil para os Tories e quase impossível para o Labour. O que significa que, qualquer que seja o governo, lhe vai faltar a autoridade para negociar o Brexit com força."


O "dementia tax" foi uma paragem cerebral de Theresa May. Fazer os idosos deixarem na morte a sua casa ao Estado para pagar os seus tratamentos médicos no fim da vida (muitas vezes por causa de demência, daí o nome dado popularmente ao imposto)? Nem o BE se lembrou de uma proposta tão demente. Pode ter perdido aí a maioria absoluta. Merecidamente, se foi o caso."



"É engraçado como festejar o perder por poucos ou não ser goleado, para usar o futebolês, continua a ser a marca dos verdadeiros perdedores"



"Ah, como eu gostava tanto de estar no lugar do chefe do DUP, um minúsculo partido da minúscula Irlanda do Norte, que vai ser o sustentáculo no Parlamento britânico de um governo que gere um orçamento de mais de um trilião de Euros ...
Era Natal todos os dias. Lucky bastard!
Eize-a. Arlene Foster. É solteira! Vou tentar a minha sorte. Depois era só fechar os olhos e pensar, como dizia a Rainha Vittoria às filhas na véspera do casamento delas, no futuro da Inglaterra ..."



"É curioso como os Tories recuperaram uma posição interessante na Escócia, enquanto falhavam nos seus supostos domínios seguros em Inglaterra.
Realmente, toda a sabedoria acumulada dos peritos, politologos, sociólogos, psicólogos, pollsters, economistas, comentadores, não chega para prever estes movimentos. Nem nunca chegará, porque ninguém consegue identificar e avaliar todas as variáveis que influenciam o desfecho. Um enorme exército de peritos trabalha para fazer previsões que são impossíveis de fazer."

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